• Ana Melo Dias

Insatisfeito no trabalho? E de quem é a culpa?


As estatísticas sobre a satisfação com o trabalho vêm representando muito do que observo na prática em meus atendimentos. Daquelas pessoas que continuam empregadas mesmo com a crise, mais da metade está insatisfeita com os seus trabalhos. Dentre as maiores reclamações que justificam esses números alarmantes estão:

  • Acúmulo de tarefas devido à crise que enxugou o quadro de funcionários

  • Falta de reconhecimento da empresa

  • Não gostar do que faz no trabalho

  • Problemas de relacionamento

  • Rotina de trabalho intensa

Em muitas dessas pesquisas a gente encontra dicas e planos do que a empresa deve fazer em relação a estas reclamações, como: instalar um sistema de meritocracia, flexibilizar rotinas, melhorar as lideranças, fazer premiações por desempenho, instaurar a cultura de desenvolvimento de cargos e salários. Enfim, uma série de dicas muito valiosas e importantes para uma empresa.

No entanto, o que percebo é que há um excesso de reclamações com relação às empresas, aos líderes, aos colegas de trabalho. Eu explico, mas para isso me responda duas perguntas:

  • O que você faz bem, melhor que a média?

  • Aonde quer chegar e como o que faz hoje leva você até lá?

Raras são as pessoas que conseguem responder essa perguntar ou responder com exatidão. Bom, se eu não sei o que faço bem, como eu quero que a empresa me valorize, se meus diferenciais, ou seja, o que me faz ser especial não é claro nem para mim?

Se eu quero ser tão valorizada quanto uma “Ferrari”, eu preciso antes de tudo me ver como uma, andar como uma, abastecer-me com combustível próprio para uma "Ferrari". Mas o mais comum são pessoas que se vêem como um “Fusquinha” e agem como um querendo que as pessoas que estão de fora as vejam como uma “Ferrari”. Agora se você é uma “Ferrari” e sua empresa não tem planos de reconhecê-lo como tal, está na hora de montar um plano B.

Mas entende? Se você não se valoriza, isso significa, saber pontuar onde está o seu valor, não adianta terceirizar essa responsabilidade para mais ninguém, sua empresa não fará isso, nem seu líder e nem sua equipe.

Se você, também, não sabe responder a segunda pergunta, será muito difícil que a empresa responda por você, ou que ela crie um plano de carreira em que você se identifique. Provavelmente, você irá paralisar em um trabalho que não gosta e ficará estressado, reclamando ou irá ficar rodando a empresa em busca de algo que você não sabe o que é.

Eu sei que não são questões simples de responder, principalmente, porque não fomos ensinados a saber o que fazemos bem, fomos educados para saber onde melhorar e está tudo bem. No entanto, seu valor está exatamente no que você faz de diferente dos outros.

Vou ajudar, busque responder essas perguntas e você começará a ter mais clareza do que torna você especial:

  • As pessoas a sua volta ( amigos, familiares, colegas de trabalho, chefes) procuram você para fazer o quê? Em que momento você costuma ser solicitado?

  • Qual costuma ser o seu papel dentro da sua equipe? E na sua família? Você é quem analisa situações? É mediador? É o sincero?

O autoconhecimento fará com que você saiba manusear melhor suas habilidades, fará com que você foque seu desenvolvimento na carreira baseado no que faz bem e no que gosta de fazer. A resposta da segunda pergunta depende da primeira, assim como saber o que gosta também precisa dessa clareza.

Aristóteles, já dizia algo que os cientistas estão cada vez mais convencidos, para você ter uma vida feliz, virtuosa e próspera, é preciso cultivar suas melhores qualidades, é preciso fazer jus ao seu potencial. Todos nós viemos a vida com características únicas não é à toa, desenvolvê-las e usá-las é a garantia de uma vida e um trabalho feliz.

#bemestar #carreira

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